segunda-feira, 31 de março de 2014

Eu não mereço ser estuprada!




(É um texto longo, sim. É sobre a campanha contra o estupro, sim). Ok. Vou escrever e falar também. Se você é mulher, me responda uma coisa: você já foi assediada? Já ouviu aquelas famosas "cantadas de pedreiros"? Quando você ouviu essas cantadas, você gostou? Bom, não sou feminista nem machista (antes de criticar isso também, faça-me um favor: pesquise). Apenas quero garantir que meu corpo não seja violado por um babaca qualquer que acha que pode fazer o que quiser comigo (à força). Meninas, garotas, moças, mulheres, senhoras. Seja quem for, tenha a idade que tiver, elas não merecem ser estupradas... Elas não gostam de meninos, garotos, rapazes, homens, senhores que lhes agridam física e verbalmente - em termos de abusos sexuais, eu digo. Pense, homem: e se fosse sua filha, irmã, mãe, tia, sobrinha, afilhada, esposa? Há mulheres lendo isso e eu pergunto: você acha que não existem casos de estupros com homens? Existe, sim. Mas é raro e, pior, não divulgado! Acontece quando eles são crianças ainda ou na adolescência. Muitas vezes é aquela babá que cuidava dele, que era uma senhora ou mulher muito simpática, mas que, quando os pais saíam, ela mexia no pênis do garoto. (Pra quê o espanto, leitor?). Quando eles crescem, eles guardam e reprimem essas coisas muito mais do que as mulheres. Por isso, e por termos dados estatísticos e números de ocorrência e divulgação tão altos com mulheres, que praticamente ninguém vai ligar se homens estão sendo estuprados ou não. Todas essas campanhas contra o estupro são válidas, sim! Mesmo se a mulher em questão anda por aí de minissaia e blusa decotada, mesmo se ela anda por aí de burca, ELA SIMPLESMENTE NÃO MERECE SER ESTUPRADA! Ignorante é você que acha que ela não pode andar por aí vestida como bem entender e exercer o seu direito de ir e vir, NADA dá o direito de homem nenhum forçá-la a transar com ele só porque ele precisar "ser aliviado" ou porque ela – injustamente na concepção desse homem – ela mereça. Não, meus caros leitores, não é revolta... É indignação. Sinto-me ofendida quando estou andando na rua, indo pra faculdade e minhas vestes são tão simples como calça jeans e camiseta, e um "homem porco" passa ao meu lado e diz: "Nossa...”; é como se ele, vulgarmente falando, me comesse com os olhos. É revoltante! Palavras que mulheres, garotas, moças, senhoras e meninas aprendem a esquecer e se acostumam com o tempo. E se eu postar fotos dizendo que não mereço ser estuprada e vocês acharem um absurdo, senhores, com o perdão das palavras que digo gentil e educadamente, vocês que vão à merda, pois eu não falo SÓ por mim, mas sim por TODAS! Essa pode até ser mais uma campanha entre tantas, mas não é uma campanha qualquer! É UM APELO! Participe! Ninguém merece ser estuprado!

1 comentários:

PAULO TAMBURRO. disse...

NATHÁLIA,

sou seu mais novo seguidor.

Gostaria de parabenizar você por esta postagem que, positivamente, transforma em asas a nossa cruz, como de forma belíssima você dá título ao seu blog.

O estupro é uma demonstração inequívoca do estágio do mais pleno primarismo no qual, se encontra o bandido, meliante , marginal e maldito que pratica, ato da maior barbárie sexual que se pode imaginar.

No limiar do terceiro milênio, relatos desta natureza nos fazem retroceder às antigas tribos bárbaras dos godos, visigodos e outros tantos bandos animalizados daquela época obscura da humanidade.

Tão obscura que os romanos que, conquistaram o mundo então conhecido, perguntavam aos povos os quais invadiam:

"Preferem ser romanos ou bárbaros?"

E ninguém desejava ser bárbaro e portanto, serem comparados aos animais.

E revoltante!

Eu não tenho dúvida em afirmar que, só um doente mental pode ter esta atitude com uma mulher,uma mulher, do mesmo gênero desta espécie humana que, um dia lhe deu a vida.

Sou contra a pena de morte, por formação e convicção espiritual, no entanto, Nathalia, creia que estas minhas convicções sofrem imensos abalos na minha certeza, ao me deparar com atos desta natureza.

Deplorável!!!

Um abração carioca e se puder, visite-me!